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17 de ago de 2013

" Apneia do sono e ronco são a mesma coisa?"

O ronco é um sinal de que há dificuldades respiratórias durante o sono. "Há uma espécie de campainha na garganta, chamada úvula, e a vibração dela provoca o ronco. A posição em que você dorme favorece o ronco, explica o médico Fausto Ito: "a pior de todas é de barriga para cima, porque a úvula fica sob pressão dos músculos do pescoço e da língua".
Já a apneia do sono é o estágio mais avançado do ronco e acontece quando a passagem do ar pela garganta está totalmente obstruída e há interrupção da respiração. Cada episódio da apneia dura, no mínimo, 10 segundos. Dependendo da gravidade do problema, pode chegar a 1 minuto e meio. "É neste momento que a pessoa acorda com a sensação de sufocamento por causa da falta de ar", afirma o médico. Logo, o ronco é o barulho que ouvimos por conta da vibração da úvula. Já a apneia é o episódio de parada respiratória em si.

Todo mundo que ronca tem apneia do sono?

Quem ronca não, necessariamente, apresenta apneia do sono, mas pode desenvolvê-la. O melhor jeito de fazer diagnóstico é a partir do chamado exame do sono. "O paciente tem o sono monitorado e avaliamos as condições respiratórias, cardíacas e cerebrais", explica o médico Fausto Ito

O ronco pode causar apneia?

Cerca de um terço das pessoas que roncam acabam desenvolvendo apneia. Isso acontece em cerca de cinco anos, de acordo com os médicos, mas pode ser evitado. Quando o ronco é muito alto, já passou da hora de buscar ajuda.

A obesidade é a única causa da apneia?

O sobrepeso, ao dificultar a respiração, favorece causas de apneia. Mas há outros fatores relacionados ao problema. "No caso dos homens a própria testosterona contribui para a apneia, pois causa um relaxamento natural dos músculos", conta Fausto. Além disso, tecido gorduroso acumulado ao redor do pescoço, no tórax e no abdômen dificultam a respiração, causando apneia. "Apneia e obesidade andam juntas: a qualidade ruim do sono desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de vários hormônios, agravando a obesidade", afirma o médico Fausto Ito.

Estresse pode causar apneia do sono?

De acordo com os especialistas, o estresse está muito mais relacionado com a insônia do que com a apneia. "O estresse pode contribuir para o surgimento da doença, mas dificilmente vai provocá-la", conta Daniel Inoue.

O formato do pescoço e da língua pode causar apneia?

Indivíduos com a língua muito grande, com o queixo pequeno ou voltado para trás estão mais suscetíveis ao ronco e à apneia do sono. Isso porque esta anatomia pode prejudicar a passagem de ar pelas vias aéreas superiores, causando a apneia. Quem apresenta o pescoço largo, por causa do acúmulo de gordura, também é mais suscetível às paradas respiratórias noturnas. "O limite para a circunferência do pescoço é de 42 cm para os homens e 38 cm para as mulheres", afirma Daniel Inoue. Existem radiografias para detectar essas alterações anatômicas, simplificando o diagnóstico e o tratamento com aparelhos ortodônticos.

Os homens sofrem mais com a apneia do sono?

A cada mulher que ronca há três homens sofrendo com o problema no Brasil. A proporção só tende a se igualar quando elas entram na menopausa, pois as alterações hormonais deixam o metabolismo mais lento e favorecem o sobrepeso. Com isso, a gordura pode se acumular ao redor do pescoço e do quadril, gerando a apneia.

Crianças também sofrem de apneia?

A situação mais comum que provoca o ronco e a apneia é o aumento de amígdalas da criança. Mas obesidade e formato da língua, pescoço e queixo também podem contribuir para o aparecimento da doença.
Quem sofre de apneia dorme mal?
A pessoa que sofre de apneia tem o sono constantemente interrompido ao longo da noite e, por causa disso, não consegue atingir os estágios mais profundos do sono. Sonolência diurna, irritabilidade, fadiga, perda de memória, dificuldade para se concentrar ou absorver novas informações e maior facilidade de sofrer graves acidentes de trânsito e trabalho são efeitos de uma noite mal dormida.

Apneia pode causar outras doenças?

Quando não é tratada, a apneia pode favorecer casos de hipertensão arterial e insuficiência cardíaca congestiva, ou seja, o coração não consegue bombear o sangue para o resto do corpo. "A passagem do ar pela faringe fica obstruída durante o episódio de apneia e, por causa disso, o organismo libera adrenalina como reação de defesa", explica o médico. Em resposta à descarga de adrenalina, os vasos sanguíneos se contraem e há menos espaço para o sangue circular. O aumento da pressão acontece porque o volume sanguíneo precisa correr mais rápido por essas vias contraídas. A apneia também pode favorecer casos de diabetes tipo 2, pois é durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos. "Quem sofre de apneia ou dorme mal sofre com o descontrole do nível de glicose", explica Fausto Ito. "Os indivíduos com distúrbios respiratórios do têm 3 vezes mais chances de enfartarem e aumentam em 7 vezes o risco de se envolverem em acidentes de trânsito e de trabalho do que as pessoas sem esses problemas", alerta Fausto.

Apneia do sono tem cura?

A terapia mais eficiente conta com aparelhos bucais que provocam um leve avanço no queixo, evitando que a língua deslize para trás e obstrua a passagem do ar durante o sono. Exercícios fonoaudiológicos para tonificar a musculatura da garganta; o CPAP (tratamento que injeta ar pelo nariz por meio de máscara nasal) e as cirurgias de correção e desobstrução de nariz são outras opções. "Também indicamos a reposição hormonal quando o problema surge na menopausa e a modificação de hábitos noturnos, como não comer muito gordurosos antes de dormir, não dormir em frente à televisão ou exposto a sons muito altos."

Fazer exercícios físicos melhora a apneia?

A prática de exercícios físicos, aliada a uma dieta balanceada, emagrece. Isso pode ajudar na cura da apneia quando o problema estiver relacionado à obesidade ou ao excesso de gordura volta do pescoço.

Comer muito antes de dormir provoca crises de apneia?

Comer muito, antes de dormir, prejudica o sono - principalmente quando a refeição é composta por alimentos gordurosos. Isso porque o cérebro continua recebendo estímulos para dar andamento à digestão, aumentando as chances de insônia. A sensação de peso no estômago também incomoda, prejudica o sono e pode levar ao ronco caso os alimentos ainda estejam parados no início do tubo digestivo. Porém, não é a causa de apneia.


 Créditos:www.minhavida.com.br

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